...sim, tens toda a razão, Inês.
A violência tornou-se gratuita e banal, coabitando connosco dia a dia,
hora a hora.
Tens razão: como conviver com tudo isto em simultâneo com a formação de
uma criança?
Hoje tudo passa pelos Media, que são omnipresentes, sobretudo quando o
assunto resulta em imagens de forte impacto e carregados de...violência.
Imagens que vão ser repetidas até à exaustão. E com a agravante de que hoje
ficam eternizadas na internet e estarão sempre à disposição de um click.
Creio que tens hoje uma tarefa mais dura e difícil da que eu tive 20 anos
atrás, quando começavas a olhar e a absorver o mundo que te rodeava...o Mundo,
então, era outro, embora já se adivinhasse o caminho que seguiria.
Mas, olhando para tudo o que aconteceu durante a semana negra que passou, a criatividade esteve presente de uma forma muito especial.
Mas, olhando para tudo o que aconteceu durante a semana negra que passou, a criatividade esteve presente de uma forma muito especial.
As capas dos jornais de todo o Mundo são autênticas obras de arte, o que
nos leva a pensar que é possível fugir a imagens grotescas e carregadas de
violência.
Sim, é possível.
Tu, as jovens mães da tua geração,
têm grandes desafios pela frente para conseguirem educar e formar crianças de
mente sã… mas tenho andado a «viajar» neste novo mundo da «blogolandia», e vejo
que a preocupação está presente e que querem um mundo novo e limpo para os
filhos. Há um movimento geral sobre o assunto e uma atenção muito particular
que se reflecte em estar atento ao dia a dia das crianças e em oferecer-lhes
ferramentas saudáveis para o seu
crescimento…
Tenho muita esperança.
Até breve
Cheguei a este blog pela mão da Isabel e encontrei um verdadeiro tesouro. Uma escrita que parte de uma relação entre mãe e filha, com toda a intimidade que isso revela, mas que abre ao mundo e a todos os outros. Revejo-me no que uma e outra escrevem, seja sobre a violência e a repetição até à náusea de tudo o que já aconteceu, mas continua a magoar e a perturbar todos os dias. Revejo-me acima de tudo na ternura, na liberdade de cada uma, na alegria com que escrevem e partilham opiniões. Muito e muito obrigada. Continuem, porque as vossas linhas transportam as vossas vozes e os vossos gritos de esperança!
ReplyDeleteFaltou uma linha no parágrafo " seja sobre a violência...." onde rematava "seja sobre a beleza de um olhar, de um gesto, de alguma coisa que nos prende a atenção e faz querer escrever".
ReplyDeleteAqui fica a emenda :)