Que desafio, filha minha!
Mas, pensa um bocadinho…recordas um dia em que te falei
sobre registar, num bloco/diário/ou…, as «coisas boas» do teu dia? Num
exercício diário positivo, realçando os pequenos nadas de que são feitos os
nossos dias? – é sempre mais fácil falar das coisas más…daquilo que nos magoa e
entristece.
Deixamos que a nuvem cubra a luminosidade, como dizes.
Tenho o meu pequeno livrinho ao lado da cama e, não todos os
dias, nele registo os melhores momentos – uma palavra, um sorriso, um poema
lido, uma conversa…O MELHOR DO MEU DIA.
Ontem,
domingo de Páscoa, as saudades apertaram e fui ao teu quarto. Olhei a parede e
sorri.
Estava ali
o meu «ango»! – o primeiro que pintaste para me oferecer, ainda mal sabias
escrever.
O anjo da
mãe, disseste.
Foi um dos
melhores momentos do meu dia. Reconfortante.
O teu (meu) anjo/ango faz-me companhia.
…e o dia esteve sempre
luminoso.
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