...e o meu café, nesta manhã do DIA DA MULHER, tomo-o ao som da
voz de Marilia Pêra a dizer o poema «AMAR» de Carlos Drummond de Andrade:
« Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?
…»
Que melhor início do dia senão este?
E vir encontrar-te aqui olhando a tua paisagem de mar com
ela a brincar, feliz e solta.
Duas mulheres em crescimento, descobrindo os seus mundos, absorvendo
o calor doce dessa terra que vos acolhe.Imagino-vos.
E hoje, DIA DA MULHER, penso em todas nós, mulheres da
família fortemente matriarcal que somos; nos nossos percursos, nas nossas
diferenças, nas formas diferentes com que cada uma vive o seu mundo…sempre
ligadas, unidas, ferozmente críticas umas com as outras. Coesas. Fortes.
Únicas.
Gosto de nós.
Gosto de celebrar o dia pensando em todas: mulheres de
diferentes latitudes e culturas, nas lutas travadas, no direito à
DIGNIDADE e ao RESPEITO. Ao AMOR.
Ainda muito caminho para andar… E muito sofrimento
desnecessário.
« Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.»
Até breve…
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