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Tuesday, March 8, 2016

O meu café desta manhã...


...e o meu café, nesta manhã do DIA DA MULHER, tomo-o ao som da voz de Marilia Pêra a dizer o poema «AMAR» de Carlos Drummond de Andrade:

 

« Que pode uma criatura senão,

entre criaturas, amar?

amar e esquecer,

amar e malamar,

amar, desamar, amar?

Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

…»

Que melhor início do dia senão este?

E vir encontrar-te aqui olhando a tua paisagem de mar com ela a brincar, feliz e solta.
Duas mulheres em crescimento, descobrindo os seus mundos, absorvendo o calor doce dessa terra que vos acolhe.
Imagino-vos.

E hoje, DIA DA MULHER, penso em todas nós, mulheres da família fortemente matriarcal que somos; nos nossos percursos, nas nossas diferenças, nas formas diferentes com que cada uma vive o seu mundo…sempre ligadas, unidas, ferozmente críticas umas com as outras. Coesas. Fortes. Únicas.
Gosto de nós.

Gosto de celebrar o dia pensando em todas: mulheres de diferentes latitudes e culturas, nas lutas travadas, no direito à DIGNIDADE  e ao RESPEITO. Ao AMOR.
Ainda muito caminho para andar… E muito sofrimento desnecessário.

 
…e o poema do Drummond termina assim:

« Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa

amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.»

Até breve…

 

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