Ouvir ler num sítio improvável como: a capela de uma prisão.
Tratava-se da entrega dos prémios de um concurso de Escrita Criativa, tema: LIBERDADE.
A luz entrava pelos vitrais e iluminava suavemente aquele lugar, numa realidade teatral e única.
Os homens e mulheres presentes, sentados nos bancos compridos da capela, absorviam tudo com um olhar atento: um actor, um cantor mítico, os visitadores, os guardas e elementos da direcção...
O actor leu os textos premiados, emotivamente, algumas vezes com a respiração entrecortada...textos fortes, duros, de grande intensidade emocional.
O cantor falou de liberdade e prisão, de sonhos...e cantou. A Pedra Filosofal. Sim, era mesmo ele, o Manuel Freire, o cantor da Pedra....
O actor comoveu-se, era o Vitor de Sousa, sempre sensível e atento a causas como esta.
Foi uma tarde especial num lugar improvável e com participantes muito atentos.
A leitura e a escrita unem as pessoas, tornam-nas cúmplices, numa mistura de linguagens, sentimentos e emoções. É sempre um encontro de almas e de afectos.
E ali, naquele lugar de reclusão, viveu-se uma tarde de perfeita LIBERDADE.
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